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20 de outubro de 2011

Deu na Imprensa: Entrevista Inclusiva – Amanda Gurgel

Durante muitos dias do mês de maio, o grande tema comentado e compartilhado pela internet através das redes sociais foi educação. O hit do momento foi o vídeo de Amanda Gurgel, professora do Rio Grande do Norte que botou a boca no mundo durante Audiência Pública na Câmara dos Deputados com o tema “O Cenário da Educação Pública do Rio Grande do Norte”. Sua fala, foi ao ar ao vivo na TV Câmara do RN, além de filmada e colocada no YouTube. Com milhões de visualizações, arrancou aplausos da plateia e dos internautas ao manifestar falas corajosas como “Me preocupa a fala da maioria aqui, quando dizem ‘não vamos falar da situação precária da educação pública porque isso todos já sabem’. Estamos banalizando isso? Estão me colocando com giz e um quadro numa sala lotada me dizendo para ser a salvadora do país”.

Mesmo indo do YouTube para o Domingão do Faustão, Amanda não mudou em nada seu discurso afiado e nem seus ideais. A professora e militante do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), que continua comendo cuscuz alegado e ganhando 930 reais, fala à Vírus Planetário sobre a situação da educação no Brasil e a repercussão que o seu caso teve.

Recentemente, Amanda recusou o prêmio PNBE. Em seu blog a professora afirmou: “Minha luta é outra. Espero que a carta sirva para debatermos a privatização do ensino e o papel de organizações que se dizem ‘amigas da escola’.(…)Embora exista desde 1994 esta é a primeira vez que esse prêmio é destinado a uma professora comprometida com o movimento reivindicativo de sua categoria. Evidenciando suas prioridades, esse mesmo prêmio foi antes de mim destinado à Fundação Bradesco, à Fundação Victor Civita (editora Abril), ao Canal Futura (mantido pela Rede Globo) e a empresários da educação. Em categorias diferentes também foram agraciadas com ele corporações como Itaú, Embraer, Natura, McDonald’s e Casas Bahia, bem como a políticos tradicionais como Fernando Henrique Cardoso, Pedro Simon, Gabriel Chalita e Marina Silva.(…)”

Entrevista por Caio Amorim, Mariana Gomes e Maria Luiza Baldez. Fotos por Caio Amorim. Publicada na 11ª edição (agosto/setembro) da revista Vírus Planetário.

Fale um pouco sobre sua trajetória, em que escola você da aula?

Minha militância começou no movimento estudantil na universidade. Eu nasci no Rio Grande do Norte e morei na Bahia por 19 anos. Cheguei a cursar um ano do curso de Letras na Universidade Estadual de Feira de Santana, na Bahia. E lá, o movimento estudantil era muito combativo e atuante, mas eu não podia militar porque, além de estudar, eu trabalhava, e não tinha tempo. Quando me mudei para o RN, fiz uma tentativa de transferência, porque a universidade estava em greve. E eu já tinha essa consciência da importância da greve, apesar de estar sendo prejudicada. Então fiz vestibular para a UFRN, e lá não tinha Centro Acadêmico. Então comecei a me aproximar do DCE [Diretório Central dos Estudantes] para mobilizar as pessoas e construir o CA. Quando entrei na Rede Municipal de Educação de Natal, em 2006, logo de cara participei de uma greve. E fiquei chocada com a forma como a direção conduzia a greve. Eu não entendia a possibilidade de uma direção de sindicato ser aliada ao governo. A proposta da direção era muito rebaixada e eles a tratavam como a melhor possibilidade. Eu logo pedi para falar e demonstrei que estava indignada, e disse que precisávamos honrar quem estava em greve junto com a gente. Virei oposição à direção do sindicato e me aproximei da Conlutas. Há 10 meses, sou filiada ao PSTU que, na minha opinião, é o partido que abriga as vanguardas dos movimentos sociais.

Como foi e está sendo a resposta das pessoas com relação ao vídeo?

Tem sido demais! É inacreditável. Em todos os lugares as pessoas têm reconhecido e dado apoio. Já dei até autógrafo (risos), na primeira vez eu duvidei, perguntei se a pessoa estava brincando, mas ela respondeu que queria mesmo. Eu fiquei muito sem graça. As pessoas precisam de uma referência e acabaram encontrando por causa do vídeo.

Existe uma preocupação muito grande da sua parte com relação a essa responsabilidade de ser referência, não é?

Sim, muita! Eu sempre digo para as pessoas que eu não sou uma heroína e nem cabe a mim o rótulo de celebridade. Eu sou uma professora como muitas outras. Não existe, para a classe trabalhadora, nenhuma heroína que não seja a própria classe trabalhadora. O que eu posso fazer, estou fazendo, que é cumprir o papel de animar e instigar as pessoas para se organizarem para a luta, construir manifestações e greves. A partir disso, as transformações podem ocorrer, e não através somente de mim, ou da minha imagem, do vídeo. Eu acho que as pessoas estão entendendo isso, elas me vêem como um símbolo dessa luta, eu não acho isso ruim. Tenho me esforçado muito para atender aos convites que surgem.

Você acha que a opinião pública mudou depois que muitas pessoas passaram a concordar com as reivindicações trazidas por você?

Eu acho que está mudando um pouco. No RN, muitas pessoas que nunca entraram em greve, estão entrando. No congresso do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE) do Rio de Janeiro, muitas pessoas diziam que queriam tirar foto comigo para mostrar para os colegas que nunca entraram em greve, para incentivá-los. Eu dizia para levar a foto e o meu convite para a luta. Outra questão é que eu não tenho exatamente a postura que foi atribuída aos sindicalistas historicamente. A própria linguagem, as pessoas dizem que eu não falo “sindicalês”. Eu tenho uma imagem um pouco diferente do rótulo que foi criado para os sindicalistas. Eu realmente sou muito calma, mas isso não faz de mim uma pessoa passiva. Tenho clareza de que só através da luta conquistamos os direitos.

Como o movimento da greve no RN recebeu essa sua fama?

Eles estão me considerando uma liderança, uma referência. Nas escolas onde eu trabalho estou recebendo muito apoio e incentivo para fazer as viagens que venho fazendo. A partir dessa repercussão, abriu-se o debate sobre educação nacionalmente. As discussões sobre 10% do PIB para a educação, por exemplo, estão sendo feitas. É uma oportunidade para debatermos e, se sou eu o símbolo, é uma obrigação minha fazer isso, é meu dever. Enquanto esses canais de diálogo com a população estiverem abertos, eu não vou medir esforços para continuar dialogando.

Quais foram as conseqüências praticas do vídeo? Houve alguma resposta prática?

Em termos de adesão à greve, foi muito positivo. Houve uma nova visão sobre a greve, um novo olhar. Como os professores sempre carregaram esse rótulo de “cuidadores”, muitas pessoas da categoria tinham medo de entrar em greve, diziam que prejudicariam os alunos. E agora eles estão começando a enxergar que a greve é um instrumento de luta e um veículo de divulgação do caos que existe nas escolas. E os responsáveis por esse caos não somos nós. Quem maneja recursos públicos são os governos, eles são os responsáveis. Esse novo olhar é um ganho muito grande. Mas, em termos de negociação, não conseguimos nada.

Qual foi o resultado da greve?

Mesmo com o crescimento de 8 bilhões da receita do estado do RN, o governo disse que não pode oferecer reajuste. Nossa greve acabou por determinação judicial. Recebemos ameaça de corte de ponto, exoneração e multa de até 500 mil reais para o sindicato. A categoria se sentiu ameaçada com o corte de um salário que já é precário. Isso aconteceu também na Paraíba, infelizmente. A única coisa que conseguimos foi o cumprimento do piso salarial nacional, nada além disso. Depois que houve o julgamento de ilegalidade da greve, ainda continuamos por mais uma semana, o que consideramos uma vitória. Foi a primeira vez que uma greve continuou mesmo depois de uma determinação judicial. Aos poucos a categoria vai avançando na consciência e percebendo que o poder judiciário não está ao lado dos trabalhadores.

O que você tem a dizer para as pessoas que falam que a luta dos professores é apenas por salários e que o salário não é tão baixo quanto de outras categorias?

O fato é que as pessoas debatem educação sem qualquer propriedade. Os próprios gestores falam sobre educação com base em números e relatórios de avaliações, e não a partir da realidade, do chão da escola. O custo de vida no sudeste é mais alto que o do nordeste, mas a jornada de trabalho no nordeste é muito mais alta. Precisamos levar em consideração o cotidiano da escola, então, quem fala esse tipo de coisa – e falo isso sem nenhuma arrogância – não tem conhecimento sobre isso. Se parte daí, a análise da pessoa, então, não temos como debater. Não se pode nivelar por baixo. E se as outras categorias também estão insatisfeitas, eu queria que elas entrassem na luta com a gente. O piso dos jornalistas do RN, por exemplo, é de 950 reais, é muito baixo. O ideal seria que eles pudessem lutar junto com a gente. E eu lutaria por eles, como luto por qualquer categoria.

Você chegou a ser criticada por ir ao Faustão?

Surgiram algumas críticas, mas as pessoas tem me defendido muito. Algumas pessoas disseram até mentiras, que eu li um texto que foi escrito pela produção do programa. Eu nem sei decorar texto! Quando recebi o convite, fiquei em dúvida se deveria ir ou não. Mas o que está em debate não sou eu, é o que essa exposição pode causar. E o resultado que tivemos foi uma plateia cheia aplaudindo as greves do Brasil na mesma emissora que critica as greves. É uma emissora que sempre boicota as nossas causas e, se o espaço está aberto agora, vamos aproveitar.

Por que você acha que o vídeo fez tanto sucesso?

Uma série de fatores levaram ao sucesso do vídeo. Acho que uma delas foi que ele se passou numa audiência pública e eu me dirigi diretamente à secretária de educação e aos deputados, que são figuras que as pessoas temem. Ao fato de ter sido veiculado pelo canal oficial da Assembleia Legislativa ao vivo, sem possibilidade de edição. E à internet, que facilitou a divulgação. Mas não houve esforço do PSTU, as pessoas do partido ficaram sabendo do vídeo depois que já tinha muitos acessos e comentários.

Você pretende se candidatar a algum cargo político nas próximas eleições?

Isso vem sendo muito discutido no RN. E há dois pólos pra essa discussão. Um deles se utiliza disso para dizer que somos oportunistas. O outro lado é o público, as pessoas me parando na rua e dizendo “você tem que se candidatar, eu voto em você, faço campanha”. Mas o fato é que esse debate nunca aconteceu dentro do partido. Primeiro porque quase ninguém sabia que eu era do PSTU. As questões relacionadas a candidaturas dentro do partido são discutidas de maneira absolutamente horizontal. São levados em consideração diversos critérios e não estou sendo tratada com privilégios por causa do sucesso do vídeo. Além disso, não priorizamos eleições, não somos um partido eleitoreiro. Nosso principal objetivo é organizar os movimentos sociais. É natural que eu leve comigo o nome do partido e vice-versa, até porque, eu tenho orgulho de ser do PSTU. Se for necessária a minha candidatura, estou à disposição. Mas ainda fico um pouco assustada e nem tive muito tempo de refletir sobre isso. Agora que estou tendo a dimensão disso tudo, é meio assustador, mas não há pressão nenhuma por parte do partido. E temos muita coisa para dar conta, então não temos posição sobre isso ainda.

Muita gente ficou curiosa para saber que é cuscuz alegado (risos)

(Risos) Isso é uma coisa que a gente tem muito o costume de dizer no RN. Porque, nas escolas, os professores não podem ter acesso à merenda, porque pela lei, ela é para o aluno. E o fato de o professor se alimentar com a merenda escolar é considerado desvio da merenda. E a promotora do RN se ocupa muito com essa questão, fiscaliza periodicamente. Com outras coisas ela não se ocupa, como, por exemplo, o nosso Plano de Carreira e Salários. Então, eu sempre digo: além de toda a dificuldade que a gente passa, até esse cuscuz que a gente come tem que ser alegado? Alegado no sentido de justificado mesmo. E nós alegamos que temos que comer sim, porque não temos tempo e nem dinheiro para fazer as refeições fora da escola.

Qual a sua opinião sobre o piso salarial nacional para professores?

Esse piso estabelecido não nos contempla, porque proporcionalmente, ganhamos pouco para um jornada de 40 horas. Mas, entendemos que se ele for implementado agora, não deixa de ser um avanço, principalmente para as cidades de interior. O salário de um professor no Piauí é de 500 reais. Então, seria um avanço se não fosse considerado a vitória em si. A questão salarial está diretamente ligada à qualidade do ensino porque, hoje, embora seja garantido por lei, o professor não consegue licença para fazer cursos, mestrado etc. Falam em criar acervos em biblioteca, mas não adianta, porque o professor não tem tempo de ler.

O que você pensa sobre as verbas para a educação no Brasil hoje?

Não há como discutir qualquer coisa referente à educação se não discutirmos investimento. Porque ele interfere diretamente em tudo, seja na questão salarial – porque quem ganha bem não precisa dar aula em três horários -, seja na oferta de vagas, na não-superlotação das salas de aula, novas ferramentas pedagógicas, realização de projetos de inclusão, atendimentos especiais, como psicólogos e assistentes sociais, enfim. Muita gente diz que não adianta aumentar o investimento porque metade do dinheiro fica pelo meio do caminho. Mas se formos esperar a corrupção acabar para aumentar o investimento, é melhor desistirmos logo.

No Plano Nacional de Educação (PNE) que foi elaborado no governo FHC, no outro decênio, e foi implementado pelo governo Lula, as metas não foram alcançadas, inclusive o investimento de 5% do PIB para a educação. Lula investiu menos de 3%. A proposta do atual PNE é que partamos desses 3% com a perspectiva de chegarmos aos 7%, mas sem qualquer garantia de que isso vai ser feito e nem de onde esse dinheiro vai sair. Não se fala em auditoria e nem em suspensão do pagamento da dívida pública. No último ano, 44% da receita brasileira foi para o pagamento da dívida. Não podemos esperar que esse dinheiro venha do pré-sal, depois de ser dividido para todas as multinacionais, e sobre quase nada para a educação. As metas são muito vagas e distantes. Por isso defendemos que o investimento seja de 10% imediatamente!

Como você avalia o cotidiano da escola, as terceirizações etc?

Essa questão da terceirização, infelizmente, é uma realidade. No RN, praticamente todos os funcionários de limpeza, merenda etc. são terceirizados. Há muito tempo não se realiza concurso, o objetivo é terceirizar tudo. Nós fazemos cota para café e açúcar para os professores, somos obrigados a economizar em material, em comida. Às vezes os professores precisam desistir de realizar atividades por falta de material, alguns compram do próprio bolso.

Há pouco tempo você recusou um prêmio do Pensamento Nacional das Bases Empresariais – PNBE e enviou uma carta a eles. Fale sobre isso.

Enviei uma carta e eles responderam dizendo que estavam surpresos com a minha reação. Eu estava numa correria muito grande e não sabia exatamente do que se tratava o prêmio. Tive que pesquisar bastante para chegar a essa conclusão e àquela redação, e demorei para dar a resposta. Eles responderam dizendo que “nossa luta é a mesma”. Se estou diariamente me posicionando contra os empresários da educação, como posso aceitar uma premiação desse tipo? Havia um interesse publicitário, talvez, da parte deles. Eles estavam querendo explorar a minha imagem devido ao sucesso do vídeo, que até FHC postou no site dele (risos). Teve um setor da esquerda que, pelo fato de eu ter ido ao Faustão, estava achando que eu estava preocupada em dar visibilidade ao partido. Então, depois de recusar esse prêmio, as pessoas viram de que lado estou na luta de classes.


Obs.: A professora Amanda Gurgel é uma das ilustres leitoras da Vírus Planetário , cuja 12ª edição será financiada pelo Catarse. O Catarse é uma nova forma de financiamento colaborativo (crowdfunding). Clique aqui - http://catarse.me/pt/projects/351-revista-virus-planetario-n-12 - para ver o vídeo de apresentação da revista com depoimentos de apoios como o de Amanda e doar qualquer valor a partir de R$10 para contribuir com a impressão da próxima edição da Vírus, que será especial sobre a Utopia.

2 comentários:

Gabriel - PSTU - Umarizal disse...

Bela entrevista, não fiquei surpreso porque te conheço, Amanda.
Parabéns!

disse...

Amanda, gostaria que você caminhasse conosco neste protesto.
Obrigada,

Só aumentar salários dos profissionais não é solução
02:09


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0711201113.htm

Fonte: Folha de S. Paulo
Nossa resposta:
Boa tarde a todos. Resposta dos Professores da Escola Estadual Professor José Leme do Prado, sobre Analise feita por Ilona Becskeházy, publicada no Jornal Folha de São Paulo, no dia 07/11/2011.

Sim, realmente “não podemos negar a importância social e política”, que nós professores da educação básica temos. Mas muitas pessoas que talvez venham de uma “elite que discrimina o crescer do proletariado é que poderiam escrever tal analise das circunstâncias em que o professor brasileiro e que antecede a sua magistratura. Não queremos ter status de engenheiro ou de médico, queremos ser respeitados pelo que realmente somos, PROFESSORES profissão da qual nos orgulhamos e lutamos (muitas vezes em vão), por políticas que realmente nos eleve a um “status” de EDUCADORES, que realmente somos. Como será que somos? Somos Educadores que lutam, estudam, pesquisam, melhoram suas estruturas psíquicas para enfrentar políticas que não nos asseguram direitos básicos. Em que local se estabeleceu que por proletariado não se é capaz de desenvolver as múltiplas habilidades e competências dentro do sistema social? Será que o simples fato de pertencer às classes sociais elitizadas dá a eles todos os conhecimentos e as habilidades necessários para bem desenvolver suas potencialidades? O conhecimento é adquirido por herança genética? Ou são adquirido por esforços pessoais em seus estudos, graduações, pós-graduações, e outras formações que inúmeros profissionais do proletariado possuem? Sim, sabemos que há entre nós, profissionais da educação e professores com formação duvidosa, que nem sempre executam bem suas funções,assim como há também entre médicos, engenheiros, advogados e em todas as profissões este mesmo tipo de profissional, no entanto, não se lê por ai, diretores de qualidade, ou órgãos superiores destes profissionais denegrindo a imagem “GERAL” destes? Por que será que isso só acontece na educação? A educação não precisa de críticas, precisamos sim de formadores de opiniões, como vocês para sim criticar esses políticos que desviam verbas destinadas à educação e focar mais na qualidade da educação, precisamos de salários melhores para podermos assistir bons filmes, boas peças teatrais, ler bons livros, viajar e repassar esses conhecimentos para os nossos alunos e de políticas que elevem-na ao patamar que é necessário, onde se perceba que os grandes graduados também passaram pelos bancos escolares, seja ele público ou de iniciativa privada. Por que desvalorizar tanto a educação, se ninguém faz nada por ela?
O que realmente as pessoas que criticam querem? Qual é a contribuição efetiva dessas pessoas para modificar o cenário da educação nacional que privilegia o rico e massacra o pobre? É preciso entender os motivos de tanta generalização, uma vez que, não há uniformidade em nenhuma profissão.
É triste saber que as pessoas que deveriam lutar para melhorar o cenário que se apresenta no país, façam com que nós que lutamos dia-a-dia por um ensino digno e de qualidade sejamos reduzidos a “proletariado de pouca formação e informação”. Até quando seremos vistos como seres inferiores, mesmo com toda a formação e informação que realmente possuímos?Onde esta distinta senhorita retirou estes dados estatísticos para poder afirmar que mais da metade dos professores tiveram educação pífia?

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